A generalista mãe

Junioooooor! Vem tomar seu café!  Gritava Maria da cozinha de sua casa.

Já vou mãeeeee! Tô tirando a pipa do alto. Vai logo pai!

Zé!!! Você parece mais criança que as crianças, desse logo com o menino!

Descarrega, vai, vai, vai… Reloooooooooo!!! Digue, digue oooooooo. Olha lá filhão, cortei outro! Manda busca medroso!

Pai, tá bom, vamos comer, você não me deixa brincar.

Tá bom! Vamos lá.

Bons tempos onde pais e filhos empinavam pipa juntos. Era muito comum ver as crianças correndo pela rua, pais conversando com a lata de linha na mão, enquanto as mães preparavam o café da tarde para os dois ou corriam atrás do filho que vivia de “cara para o ar”.

Hoje me deparei com uma situação um tanto quanto diferente. Em meio às crianças que olhavam as pipas, havia uma mãe com a lata de linha na mão, e entre suas pernas mais dois pequenos guris que se divertiam enquanto ela enrolava a linha, retirando a pipa do ar.

Isso me fez pensar sobre qual é o real papel da mãe na sociedade. A mulher sempre foi uma generalista, uma figura que figura o papel materno e paterno, que se desdobra em função de sua família e, ainda assim, mantém um lindo sorriso no rosto.

Penso: O que seria da sociedade sem as mães? Essas mesmas mães que são pais, amigos, professoras e parceiras de brincadeiras.

Tá aí uma coisa que nunca poderá ser descartada, as mães.

Reconheço a importância dos pais, mas me curvo ao exemplo das mães.

Cido Mezes

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Uma resposta para “A generalista mãe”

  1. juliana Disse:

    Viva as mulheres!

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