Golpe do sapato

março 18, 2011

Um tempo atrás fui à casa de uma amiga, pois combinados de tocar violão e cantar.

Era uma linda tarde de quinta-feira, daquelas que nos despertam a vontade de cantar uma bela canção. Mas havia um pequeno problema, o violão estava sem a corda Ré, o que não era um problema para mim, mas para minha amiga, inexplicavelmente, era um desastre.

Ela me disse que havia uma loja de instrumentos musicais  perto da casa dela – já disse que essa amiga é mineira? – andamos mais ou menos 40 minutos até a loja, que na verdade, era uma escola de música que não vendia corda de violão.

Meu sexto sentido tinha me alertado, uns 20 minutos antes de chegarmos a Loja que não era loja, que algo estava estranho. Esse alerta ocorreu quando essa amiga (A mineira, sabe?) parou em frente a uma loja de sapatos e começou a apreciar um lindo, caro e último modelo de sapato que ali se encontrava. Detalhe: ela estava apenas com 10 reais e eu com cartão, sim, eu estava com cartão.

Após toda aquela admiração ao sapato, o longo papo com a vendedora e sorriso em dupla dirigido a mim. Continuamos nosso caminhar à loja.

Na volta, que era uma grande subida, a um quarteirão antes de chegar a loja de sapatos ela decide atravessar a rua. Eu não me lembrava que do outro lado era onde estava a loja de sapatos.

- Oi linda! Gritou a vendedora supracitada.

- Por favor, não me fale daquele sapato! – Disse a minha amiga, mas o tom da sua voz dizia o contrário.

- Consegui um SUPER desconto para você! Exclama a vendedora me olhando, enquanto eu tentava recuperar o fôlego.

- Sabe o que é? Só tenho dez reais.

- Ué, será que seu amigo não pode fazer essa?

Surpreso eu digo:

- E, e, e… Eu?

- Sabe, esse é o último modelo e tem gente de olho nele, se eu não vender para ele agora (nessa hora eu ouvi: “pra você”) , receio que ela ficará sem ele.  E ela gostou tanto! Dizia-me a vendedora enquanto minha amiga me dava aquele olhar do Gato de Botas.

Acreditem, após o golpe da bolsa que minha mãe aplicou em mim, recebi o golpe do sapato.

#cidofacts

Cido Menezes

Macho ALFA: A sobrevivência

dezembro 17, 2009

Bom dia blogueiros!

Hoje teremos uma participação especial no blog, é a história de mais um macho ALFA, Ivan Leal do blog Quetrampo.

Sem mais, segue a história:

Imagem da Internet

Imagem da Internet

Macho ALFA:  A sobrevivência

Contribuindo com a série de relatos sobre Machos Alfa, aqui vai mais uma experiência de um autêntico exemplar da espécie.

Como todo macho geneticamente selecionado pela natureza, fui sem medo de meros preconceitos procurar uma clínica estética para fazer uma limpeza de pele.

Mergulhando no desconhecido perguntava: Como funciona uma limpeza de pele?

Muito prestativa Maria, a esteticista, me explicou que depois de uma limpeza superficial, uma esfoliação, uma máscara para relaxar e uma pomada para abrir o póros, ela usaria os bons e velhos dedos polegares e indicadores que em forma de pinça diferenciam os humanos dos outros animais.

Enfim ela iria espremer as espinhas.

De qualquer forma ela me convenceu que não era a mesma coisa que eu já fazia em frente ao espelho e assim começamos.

Deitei em uma cama de hospital, que poderia ser qualquer uma, mas a de hospital deve dar mais credibilidade, e após 15 cremes e 2 máscaras meu rosto foi de -15ºC a uns 45ºC e subindo. Não sei se o suor da minha testa fazia parte do plano, mas ela gastou muito algodão nessa parte do processo.

Quase tive alguma dúvida quanto a fechar os olhos, por um instante não me pareceu uma atitude “Alfa” ficar ali com olhinho fechado, mas quando os maços de algodão começaram a escurecer a visão achei que seria melhor assim.

30 minutos e um balde cheio de algodão molhado depois, começou a tortura. Eu já não sabia qual parte do rosto estava com creme quente, frio, algodão ou em carne viva, mas a impressão que me deu é que, Maria a esteticista não estava muito feliz naquele dia. De olhos fechados podia jurar que ela tinha tirado meu nariz do lugar ou virado do avesso pra empurrar a espinha de dentro pra fora. Pensei: No que adiantaria ficar com a pele lisa, mas com o rosto deformado? Duvidei que o buraco na minha testa pudesse se recompor.

E assim foi o procedimento por longos minutos. Seguido a isso vieram mais alguns cremes que segundo ela teriam o efeito contrário aos primeiros fechando os poros, e por fim, um canudo que emitia choques elétricos que só fiquei tranqüilo ao saber que era para uso externo.

Ser um macho Alfa não é coisa pra fracos. Muitos se escondem no preconceito pra evitar essas desventuras da vida. Só o verdadeiro macho líder do bando sai vivo dessas experiências pra contar como foi. 

Por Ivan Leal

Forte Abraço

Cido Menezes

A generalista mãe

dezembro 14, 2009

Junioooooor! Vem tomar seu café!  Gritava Maria da cozinha de sua casa.

Já vou mãeeeee! Tô tirando a pipa do alto. Vai logo pai!

Zé!!! Você parece mais criança que as crianças, desse logo com o menino!

Descarrega, vai, vai, vai… Reloooooooooo!!! Digue, digue oooooooo. Olha lá filhão, cortei outro! Manda busca medroso!

Pai, tá bom, vamos comer, você não me deixa brincar.

Tá bom! Vamos lá.

Bons tempos onde pais e filhos empinavam pipa juntos. Era muito comum ver as crianças correndo pela rua, pais conversando com a lata de linha na mão, enquanto as mães preparavam o café da tarde para os dois ou corriam atrás do filho que vivia de “cara para o ar”.

Hoje me deparei com uma situação um tanto quanto diferente. Em meio às crianças que olhavam as pipas, havia uma mãe com a lata de linha na mão, e entre suas pernas mais dois pequenos guris que se divertiam enquanto ela enrolava a linha, retirando a pipa do ar.

Isso me fez pensar sobre qual é o real papel da mãe na sociedade. A mulher sempre foi uma generalista, uma figura que figura o papel materno e paterno, que se desdobra em função de sua família e, ainda assim, mantém um lindo sorriso no rosto.

Penso: O que seria da sociedade sem as mães? Essas mesmas mães que são pais, amigos, professoras e parceiras de brincadeiras.

Tá aí uma coisa que nunca poderá ser descartada, as mães.

Reconheço a importância dos pais, mas me curvo ao exemplo das mães.

Cido Mezes

Macho ALFA

dezembro 11, 2009
Imagem da internet

Imagem da internet

O macho ALFA integra uma seleta parcela dos homens que habitam o mundo. Digamos que: Você não se torna um ALFA, você nasce ALFA.

Vale lembra também que não é algo que vem de pai para filho. Vem do puro acaso, o destino é o que decide quem nascerá com o gene ALFA.

Posso dizer que sou um desses seletos, mas um amigo meu com certeza não o é. Digo isso embasado em argumentos plausíveis. Mas antes de entrar no detalhe dos fatos, darei um nome fictício para esse amigo, que será: Zé.

Depois de algum tempo de convívio com o Zé, percebi que ele tinha algumas atitudes que um ALFA nunca teria, mas hoje me focarei em um dos acontecimentos.

Certo dia, estamos nós no sítio de uma amiga, onde passaríamos o natal, e nesse sítio tem diversos entretenimentos, como um lago para pescar, piscina entre outros o mais importante, pois é onde a história se passa, a tirolesa.

Estávamos todos nos divertindo na tirolesa, desde os mais magros até os mais fortinhos, e eu, digo, Zé se negava a participar, com medo de cair de lá. Um ALFA é destemido nunca teria essa atitude.

Busquei saber qual eram os motivos para tanto receio.

Zé não sabia nadar e a tirolesa passava por cima do lago de pesca, e eu morro de medo de lugares onde a água não dá pé, eu não, o meu amigo, eu sou um ALFA.

E outra, dizia Zé, mesmo que um bombeiro tenha aprovado essa tirolesa, quem me garante que não vai quebrar. Um ALFA tem instintos aguçados, jamais teria esse tipo de dúvida.

Decidi ir à Tirolesa, Zé decidiu! Que fique claro.

Colocamos todos os equipamentos de segurança em Zé, e quando ele foi descer, meus Deus! O guincho da tirolesa saiu do seu lugar. Como isso poderia acontecer, eu… Zé só tem 76 quilos?

Foi um cagasso só, Zé tremia, pois tem medo de altura. A galera corria para tirar fotos daquele momento histórico e e… Zé chorava e pensava que nunca mais sairia daquele lugar. Um verdadeiro ALFA sempre mantém a calma e isso não era o que se via.

Zé estava entre a Cruz e a espada, se ele descesse um pouco mais ficaria em cima do lago e se ficasse parado era pior, pois estava sobre um tronco de ponta aguda de uma pequena ponte que ligava as margens do lago.

Eu, digo, Zé gritava socorro e as pessoas chamvam outras para ver aquela situação complicada em que Zé se encontrava.

Zé chorava e de repente era possível ver uma coloração marrom em sua bermuda.

Ainda bem que a galera não sentiu o cheiro, insuportável, foi o Zé que me contou, que fique claro.

Trouxeram uma corda para resgatar Zé daquele pesadelo, e até hoje ele não tem coragem de brincar na tirolesa.

A história acima, meus queridos, revela vários detalhes e fatos que me possibilitam afirmar que Zé não é um ALFA. Mas nem todos têm esse privilégio. Porque eu teria, digo, porque o meu amigo teria?

Forte abraço

Cido Menezes

Mulher

dezembro 10, 2009

 

Imagem do blog poética e cotidiana

 Mulher,

 Como sou dependente de ti,

 Para ser semeado em seu ventre precisei de seu consentimento,

 E quando em seu ventre, necessitei de seu calor, de me nutri completamente de você.

 Mulher,

 Quanta dor suportou para me permitir ver a luz do dia? E mesmo assim você sorria.

 E foi o seu braço o primeiro a me envolver e me mostrar que não havia nada a temer, pois eu estava com você.

 Foi do teu corpo que brotou o primeiro alimento que aqui conheci, e ele foi mais que suficiente para me fazer forte, saudável e com ele eu     cresci.

 Em meu desenvolvimento como homem, era em teus braços que eu chorava, era o teu amor que eu procurava e você nunca negava.

 Mulher,

 Eu ouvi que o homem era superior a ti, que você deveria me servir, porque a vida era assim.

 E eu sempre percebi que sou eu quem depende de ti. Sou o que sou porque sou fruto de suas entranhas. Então porque agir dessa maneira estranha? Eu prefiro ser para você, pelo menos, metade do que você é pra mim. Para ser tudo o que você é, seria preciso que eu rompesse todas minhas limitações a ponto de ser capaz de tocar as estrelas que brilham na noite.

 Ah mulher,

 Eu me confesso o sexo frágil, tão necessitado de seus lábios, de seu Amor e de seus cuidados, pois você é tão afável.

 Eu ainda me alimento de você. É de onde tiro forças para viver.

 Eu posso dizer que amo, que amo e amo… amo você mulher.

 Amo ser seu dependente e escravo, e nas noites mais escuras precisar, me encontrar em teus seios pra me acalmar.

 Nunca se vá, me deixe sempre provar do sabor da vida que habita em você, que é a minha essência de viver.

 Mulher, eu não existo sem você.

 Cido Menezes

Mais tempo

dezembro 9, 2009

Bom dia pessoal,

Hoje estou trazendo um vídeo bem legal, sobre uma coisa muito importante a se pensar:

Forte abraço.

Cido Menezes

Chuveu, sorria! Novidade para você.

dezembro 8, 2009

Um fato incontestável é que o brasileiro sempre soube aproveitar um momento, um fato a cerca da sociedade em que vive para criar ou improvisar um novo “negócio”. Até porque, sempre é bom levantar uma grana extra. E quem não sonha em ter sua própria empresa?

Pois bem, como um cara antenado nos acontecimento e que tem visão empreendedora, lanço o mais novo e revolucionário bar, que a principio atenderá apenas a cidade de São Paulo. Mas não pense que terá endereço certo, não! É um bar móvel. E atenção, não é todo dia que você poderá desfrutar dos serviços desse super e estilizado bar.

Amigas e amigos, eu estou falando do: Bote Buteco Bar!

Isso mesmo, naquela chuva terrível que assola a cidade, e em meio a todo o trânsito caótico você pode aproveitar para tomar um drink, uma cerveja, um refri, um suco e até mesmo uma água limpinha!!! E o melhor, sem sair do seu lugar. Em meio à enchente o Bote Buteco Bar vai até você. Pois para fazer a sua felicidade nós enfrentamos pneu boiando, a sujeira dos rios Pinheiros e Tietê e todos os desafios que esses momentos chuvosos trazem, pois: “SERVIMOS BEM PARA SERVIR SEMPRE”.

O Bote Buteco Bar está ligadão nas mídias sociais, e você pode twittar para nós solicitando nossos serviços, por isso siga-nos no twitter, assim saberás onde estaremos.

Bote Buteco Bar, a chuva nunca foi tão desejava na cidade de São Paulo.

Forte abraço

Cido Menezes

ALFA

dezembro 7, 2009

Estava eu na dermatologista para a última fase do tratamento de pele: O famoso pilling.
Assim que eu entrei na sala de atendimento a Dra. me perguntou:
- Está preparada Cido? -
-Um macho ALFA como eu sempre está preparado Dra. Disse a ela.
Começou a tortura, digo, o procedimento. E de cara eu disse:
- Realmente arde essa aplicação de ácido. É quase tão doloroso quanto foram meus ferimentos de guerra – tentativa de itensificar a minha posição de macho ALFA.
- Eu estou apenas fazendo a higienização do seu rosto. Disse a Dra.

Caracas, se só pra limpar dói isso tudo imagina depois! Nesse momento pensei em desistir.

Após a higienização sua assistente colocou um protetor em meus olhos e isso me deixou com uma sensação de desprotegido, mas encarei com toda a vitalidade de um ALFA.
Quando a Dra. aplicou o primeiro produto senti a pele do meu rosto queimando, ardendo, fritando e essa sensação se espalhou pelo meu corpo, mas mantive a postura e ao ser questionado se estava tudo bem respondi:
- Isso não é nada comparado a dor de meus amigos feridos em guerra!
Após a minha resposta fui surpreendido pela Dra que disse:
- Bom saber, pois este é o primeiro produto, o mais fraquinho. Você tá indo bem Cido.
Ao ouvir isso senti minha perna se esticando em direção a porta de saída, mas fui mais forte e permanecia ali parado como um ALFA que não teme o futuro!

Após cinco minutos de descanso do primeiro produto veio a aplicação do produto principal…
Na primeira “pincelada” do produto travei as mãos uma na outra, na segunda ouviu-se um ranger de dentes por toda a clínica, na terceira a proteção dos olhos se soltou devido a grande quantidade de lágrimas que saiam dos meus olhos vermelhos e saltitantes.

-Está tudo bem Cido? Perguntou a Dra.
- Com certeza! Confesso que dói um pouco, mas é super suportável. Respondi com voz tremula e meio chorada.

Ao fim da aplicação a assistente da Dra colocou sobre meu rosto uma bolsa de gelo. Nossa que alívio, aquilo ajudou demais com a queimação que eu estava sentido.

Após as explicações e recomendações da Dra, fui elogiado por ela, disse-me que normalmente os homens são muito chorões e que ficam o tempo todo reclamando da dor que o tratamento traz, ao contrario das mulheres que superam numa boa, confesso que não acreditei muito nessa última afirmação. Mas fiquei aliviado em saber que eu sou de fato um macho ALFA.

Saindo do consultório passei na primeira loja de roupas a procurar por uma cueca.

Cido Menezes

Por um instante

dezembro 7, 2009

Em cada manhã uma nova oportunidade de superação

Em cada manhã mais uma gota de vida consumida pelo universo

Em cada manhã mais um novo desejo

Em cada manhã uma confusão

Uma nova incerteza

Um agradecimento

Em cada manhã o mundo pára por um breve instante de tempo.

Eu sei. Em meus pensamentos.

Cido Menezes

Viva!!!

dezembro 7, 2009

O especial é a arte de viver e o viver que habita em nós, o viver que faz sentir-nos vivos, a vida que nos carrega e as vidas que carregam a vida.

Ah vida!

Se vivo é porque vivo, é porque tenho um dom, o de viver. Já vivi por acaso, já vivi por razões, vivi desiludido por um tempo, mas a maior parte do tempo vivi sonhando, outra boa parte vivi fazendo, lendo, escrevendo, amando ou simplesmente vivendo.
Já vivi: morena, negra, loira, japonesa, libanesa… Menos a ruiva por natureza.
Vivi pobrezas, vivi riquezas, especialmente aquelas providas da humana gentileza.
Vivi um palco, uma aventura, uma amor, uma desamor, mas não vivi uma paixão. Ah não!
Vivi amigos, vivi despedidas, vivenciei lagrimas de partida, vivi sorrisos de chegada da alegria. Bom, são coisas da vida.
Então meu bom, viva! Aproveite o intervalo entre nascimento e a morte pra viver o que se pode, mas viva da melhor maneira. Porém não deixe de viver a vida.

Um viva a Vida!

Viva!!!!!

Cido Menezes


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